A Aventura do Povo Negro no Brasil - Promoventos

Introdução

Todos nós sabemos que o no Brasil convivemos com duas situações opostas: De um lado, com o mito da democracia racial e de outro, com um histórico escravocrata de quatro séculos. Isso resulta numa postura dúbia e constrangedora, até mesmo oficial, diante da questão. Segundo nosso saudoso sociólogo Florestan Fernandes: Temos “Um preconceito de ter preconceito”.

Senão. Vejamos, apesar de todos afirmarem categoricamente que são avessos ao racismo, não há quem não conheça cenas de discriminação ou não saiba uma boa piada sobre o tema. O trabalho manual continua sendo considerado, tal como nos séculos de escravagismo, como aviltante, e, não há como se negar as diferenças salariais pagas a brancos e negros; A falta de oportunidade para o negro acessar, com o direito de cidadão brasileiro que tem, o ensino qualificado, o pleno emprego, a garantia de moradia condigna, o bem-estar social. A hierarquia social reproduz uma divisão que data da época do cativeiro. E, nós “brancos”, absorvemos tudo isso com a maior naturalidade.

Está na hora de tirarmos a venda dos olhos. Segundo dados fornecidos pelo IBGE, o Brasil ostenta hoje uma população de 45% de mestiços, ditos mulatos, pardos e outros.

Não basta condenar a história e criar subterfúgios tais como, campanhas publicitárias alardeando o orgulho de ser negro, cotas para negro na escola, obrigatoriedade do ensino de história africana, etc...

O necessário é que se conheça a cultura negra e seus efeitos benéficos para o país e para nossa nacionalidade. Temos que nos orgulhar disso, de sermos um país mestiço e transformarmos esse conhecimento em nossa força, reafirmando nossa personalidade enquanto povo.

Os projetos educativo-culturais podem fazer a diferença para que se atinja esse objetivo com naturalidade. Afinal, é com o conhecimento que se desfaz o preconceito. E, poder fazer isso num espaço adequado, com metodologia que utiliza a dramatização e privilegia o lúdico, o prazer, o bem estar, é a cara do brasileiro.

Esta proposta do Espaço Cultural Sítio do Sol – conhecer com naturalidade o necessário da cultura africana e muito da afro-brasileira, trazendo para a criança ou adulto a experiência inesquecível de ter vivido momentos que mudarão por completo a maneira antiga de tratar o tema.

 

Desenvolvimento dos trabalhos

  1. Chegada ao espaço – Chácara do Rosário – Itú /SP.
  2. Recepção pelos instrutores.
  3. Visita a casa sede – construção antiga bandeirante de taipa de pilão construída por escravos.
  4. Oficina de construções típicas da época colonial: Pau a pique, taipa de pilão, sapé, pedra e bambu.
  5. Almoço típico Afro-brasileiro: Feijoada leve, arroz de açafrão, farofa caipira e frutas frescas (Banana, abacaxi, laranja e melancia).
  6. Visita ao espaço temático afro-brasileiro.
  7. Apresentação da “A Aventura do povo Negro no Brasil” Conteúdo dramatizado sobre a trajetória do negro trazido da África para ser escravizado no Brasil – sua importância sócio-econômica e cultural.
 

O espaço do evento – Chácara do Rosário

O evento será realizado na Chácara do Rosário, antiga fazenda Engenho Grande, de propriedade do Juiz Ordinário Antônio Pacheco. Ele foi governador de Itú como Sargento-Mor. Era filho de Manoel Pacheco Gato e sobrinho neto de Balthazar Borba gato – família de bandeirantes a qual pertencia Manoel Borba gato – bandeirante paulista que desbravou Goiás (na Bandeira de Fernão Dias Paes – do qual era genro) e, Minas Gerais, onde descobriu o ouro de Sabará.

O casarão, típico do ciclo das bandeiras tem o pretório (entrada), na frente, ladeado pelo quarto de hospedes, ao lado direito e pela capela ao lado esquerdo.

Do pretório entra-se no enorme salão central que era ao mesmo tempo sala de estar. Sala de jantar, cozinha e fábrica. Uma enorme balança de dois pratos pendia de um braço ficando na parede do lado direito do salão. Neste enorme compartimento as escravas preparavam tudo o que era necessário para o consumo da comunidade.

Fiavam. Teciam, preparavam a farinha de milho e de mandioca; costuravam, faziam cestos, extraiam o óleo da mamona para os candeeiros pois de fora apenas recebiam o sal, mercadoria preciosa guardada a sete chaves juntamente com prataria e outros cabedais, no sótão que ficava em cima do quarto de dormir do Senhor proprietário da fazenda.

A Chácara do Rosário está localizada na Estrada Velha de Itú-Salto também conhecida como Rodovia da Convenção ou Av. Vital Brasil s/nº. (Localização pelo aplicativo WAZE: Chácara do Rosário – Itú – SP.).

 

Condições gerais

  • Horário de duração: Das 9:00h às 16:00h
  • Almoço: 12:30h.
  • Exposição: 13:30h.
  • Apresentação do tema: 14:30h.
Solicite um orçamento desta atividade

Preencha o formulário abaixo para solicitar um orçamento desta atividade:

* Todos os campos são obrigatórios

Pague Aqui
Compartilhe com um amigo(a)








Enviar